Grupo Pereira na Forbes 2026: O Crescimento do Atacarejo em MS e a Demanda por Infraestrutura de Gôndolas e Porta-Paletes de Alta Capacidade

Em setembro de 2026, o setor de atacarejo e supermercados de Mato Grosso do Sul ganhou projeção nacional com a inclusão do empresário Luiz Humberto Pereira — o Beto Pereira, presidente do Grupo Pereira — na lista de bilionários da revista Forbes Brasil, com patrimônio estimado em R$ 3 bilhões e posição 136ª entre os 225 bilionários brasileiros. O reconhecimento consolida a força do modelo de atacarejo nascido no estado, que opera marcas como Fort Atacadista e Comper em centenas de unidades pelo país, com faturamento de R$ 17,5 bilhões registrado em 2025 segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).
Esse marco empresarial traz à tona uma questão técnica fundamental que sustenta o crescimento acelerado do atacarejo: a infraestrutura de gôndolas, porta-paletes e sistemas de armazenagem necessária para operar lojas de grande porte com alta rotatividade de mercadorias. Para proprietários de redes varejistas e atacarejos no MS que buscam replicar o sucesso desse modelo de negócio, a montagem profissional e o dimensionamento correto do mobiliário comercial são fatores críticos que impactam diretamente a eficiência operacional, a segurança dos colaboradores e a experiência de compra do consumidor.

O Modelo Atacarejo e Suas Exigências Estruturais Únicas
O formato de atacarejo (cash-and-carry) que impulsionou o crescimento do Grupo Pereira e de outras redes em MS — como Assaí, Atacadão e Maxxi Atacado — opera com características construtivas e operacionais fundamentalmente diferentes do supermercado convencional. As lojas de atacarejo típicas possuem áreas de venda entre 3.000 e 8.000 m², pé-direito de 8 a 12 metros para armazenagem vertical, corredores de 3 a 4 metros de largura para circulação de empilhadeiras e volumes de mercadoria em estoque até cinco vezes superiores aos de um supermercado tradicional de mesma área.
Essas especificações operacionais exigem um sistema de gôndolas e armazenagem dimensionado para suportar cargas significativamente maiores. Enquanto uma gôndola convencional de supermercado opera com capacidade de 40 a 60 kg por prateleira, as gôndolas industriais de atacarejo precisam suportar entre 80 e 150 kg por nível, com colunas de aço de chapa #18 ou #16 (1,2 a 1,5 mm de espessura) e consoles reforçados com travamento positivo para resistir ao impacto das operações de reposição intensiva.
Tabela Comparativa: Especificações de Gôndolas — Atacarejo vs. Supermercado Convencional
A tabela a seguir compara as especificações técnicas típicas dos sistemas de gôndolas utilizados em atacarejos de grande porte como o Fort Atacadista, com aquelas de supermercados convencionais, evidenciando as diferenças de exigência estrutural:
| Especificação Técnica | Supermercado Convencional | Atacarejo (Cash & Carry) | Norma de Referência |
|---|---|---|---|
| Altura das gôndolas de salão | 1,80 a 2,00 m (4 a 5 níveis) | 2,20 a 2,50 m (5 a 7 níveis) | NBR 16259 |
| Capacidade por prateleira | 40 a 60 kg | 80 a 150 kg | NBR 16259 |
| Espessura da chapa de aço | 0,65 a 0,90 mm (#22 a #20) | 1,20 a 1,50 mm (#18 a #16) | NBR 8800 |
| Tipo de console de engate | Gancho simples | Console reforçado com trava antideslizamento | NBR 16259 |
| Largura do corredor | 1,80 a 2,50 m | 3,00 a 4,00 m (empilhadeira) | NR-11 / NR-17 |
| Porta-paletes (altura) | Não usual no salão | 4 a 6 m (2 a 3 níveis de paletes) | NBR 15524 |
| Fixação ao piso | Sapatas niveladoras | Chumbadores expansivos no concreto | NBR 15524 / NBR 9062 |
Porta-Paletes: A Espinha Dorsal Logística do Atacarejo
Um dos diferenciais operacionais mais críticos do modelo atacarejo é a utilização de sistemas de porta-paletes diretamente no salão de vendas — não apenas no depósito. Essa configuração, conhecida como "loja-depósito" ou "warehouse store", permite que o cliente visualize o volume de estoque disponível, gerando percepção de abundância e preço baixo, enquanto a equipe de reposição acessa os paletes superiores com empilhadeiras elétricas durante o horário de menor movimento.
A norma ABNT NBR 15524 (Sistemas de Armazenagem — Estantes Porta-Paletes Seletivos — Requisitos) estabelece critérios rigorosos para o dimensionamento, fabricação, montagem e manutenção desses sistemas. Entre os requisitos mais críticos para atacarejos em MS, destacam-se:
- Prumo vertical: Desvio máximo de H/350 (sendo H a altura total do porta-palete). Para uma estrutura de 6 metros, o desvio máximo admissível é de 17 mm.
- Proteção de coluna: Instalação obrigatória de protetores de impacto (cantoneiras metálicas ou protetores de polietileno) nas colunas de extremidade dos corredores de empilhadeira.
- Placas de carga: Cada módulo deve possuir placa identificadora visível com a capacidade máxima de carga por nível, peso máximo por posição de palete e configuração de carga permitida.
- Contraventamento: Diagonais de travamento traseiro e lateral são obrigatórios para garantir a estabilidade do conjunto contra esforços horizontais (impacto de empilhadeira, vento em estruturas abertas).

Montagem Profissional: O Fator Decisivo na Operação de Atacarejos
A complexidade da infraestrutura de armazenagem de um atacarejo moderno exige equipes de montagem especializadas, com conhecimento técnico em nivelamento de pisos industriais, alinhamento de estruturas metálicas e torque correto de parafusamento das ligações. Diferente de um supermercado de bairro onde as gôndolas podem ser montadas por dois técnicos em poucos dias, a implantação de um atacarejo de porte médio (4.000 m²) demanda planejamento logístico de montagem com cronograma de 15 a 30 dias, envolvendo equipes de 8 a 15 profissionais trabalhando em turnos coordenados.
De acordo com a ABNT NBR 16259 (Sistemas de Armazenagem — Gôndolas para Autosserviço — Requisitos e Métodos de Ensaio), as gôndolas de atacarejo devem ser verificadas quanto à estabilidade estática e dinâmica, resistência à deformação permanente sob carga nominal e capacidade de travamento dos consoles de engate. O não cumprimento dessas especificações — frequente em montagens realizadas por equipes não qualificadas — pode resultar em:
- Desnivelamento progressivo das prateleiras, causando tombamento de mercadorias pesadas sobre clientes e colaboradores
- Deformação plástica das colunas por sobrecarga, levando ao colapso estrutural da gôndola
- Rompimento dos consoles de engate por fadiga do aço, especialmente em gôndolas submetidas a cargas de impacto durante a reposição com paleteiras
- Responsabilização civil e criminal do proprietário do estabelecimento por acidentes decorrentes de montagem inadequada

O Crescimento do Atacarejo em MS e as Oportunidades para o Setor de Gôndolas
A inclusão de Beto Pereira na lista Forbes é um reflexo do crescimento consistente do atacarejo no Centro-Oeste brasileiro. Dados da ABRAS indicam que o formato cash-and-carry representa a modalidade de varejo alimentar que mais cresce no Brasil, com participação crescente no faturamento total do setor supermercadista. Em Mato Grosso do Sul, a expansão das redes Fort Atacadista, Atacadão, Assaí e Maxxi Atacado nas cidades do interior — Dourados, Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã e Naviraí — gera demanda contínua por serviços especializados de montagem de gôndolas e sistemas de armazenagem de alta capacidade.
A Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados (AMAS), organizadora da SuperAMAS 2026 — maior feira do varejo alimentar do MS, programada para 15 a 17 de setembro no Bosque Expo em Campo Grande — tem atuado como catalisadora desse crescimento, promovendo a profissionalização do setor e a integração entre indústria, fornecedores de equipamentos e o varejo local.
Para empresas especializadas em montagem de gôndolas e sistemas de armazenagem, como a Montar Gôndolas, esse cenário representa uma oportunidade estratégica: cada nova unidade de atacarejo inaugurada em MS demanda entre 200 e 500 metros lineares de gôndolas industriais, dezenas de módulos de porta-paletes e equipamentos complementares como ilhas promocionais, pontas de gôndola, câmaras de frigoconservação e checkouts de alta vazão.
Checklist de Infraestrutura para Atacarejos: O que Exigir na Montagem
Com base nas normas brasileiras e na experiência operacional do setor, todo investidor ou gestor de rede atacadista em MS deve exigir os seguintes requisitos mínimos ao contratar a montagem da infraestrutura de gôndolas e porta-paletes:
- Projeto de Layout com ART: Planta baixa detalhada com posicionamento das gôndolas, porta-paletes, checkouts, ilhas e câmaras frias, assinada por profissional habilitado junto ao CREA-MS.
- Especificação de Carga por Nível: Dimensionamento documentado da capacidade de cada prateleira e nível de porta-palete, conforme NBR 16259 e NBR 15524.
- Nivelamento Topográfico do Piso: Verificação prévia da planicidade e nivelamento do piso industrial, com tolerância máxima de 3 mm/m conforme recomendações da NBR 15524.
- Certificado de Qualidade do Aço: Comprovação da procedência e especificação do aço utilizado (SAE 1010/1020 ou equivalente) com certificado de usina.
- Pintura Eletrostática a Pó: Acabamento com camada mínima de 60 μm de espessura, aplicada em estufa a 200°C, com resistência à corrosão comprovada por ensaio de névoa salina (mínimo 500 horas).
- Termo de Responsabilidade Técnica: Documento emitido pela empresa montadora atestando que a montagem foi executada conforme o projeto e as normas técnicas aplicáveis.
"O crescimento do atacarejo em Mato Grosso do Sul, refletido pela presença do Grupo Pereira na lista Forbes, evidencia que investir em infraestrutura de gôndolas e porta-paletes de qualidade é um fator competitivo decisivo. O atacarejo exige gôndolas de chapa grossa com consoles reforçados e porta-paletes dimensionados para cargas pesadas — montados por equipe técnica especializada. A economia em equipamentos baratos ou montagem improvisada se paga em prejuízo operacional e risco de acidentes." — Consultor de engenharia em sistemas de armazenagem para o varejo em MS
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Qual a diferença entre as gôndolas de um atacarejo e as de um supermercado convencional?
As gôndolas de atacarejo são fabricadas com chapas de aço de maior espessura (1,20 a 1,50 mm, equivalentes às chapas #18 e #16) para suportar cargas de 80 a 150 kg por prateleira, enquanto as gôndolas de supermercado convencional utilizam chapas de 0,65 a 0,90 mm (#22 a #20) para cargas de 40 a 60 kg. Além disso, as gôndolas de atacarejo possuem altura total de 2,20 a 2,50 metros (com até 7 níveis de prateleiras), consoles de engate reforçados com sistema de travamento positivo para resistir ao impacto de paleteiras e transpaleteiras manuais, e bases com sapatas chumbadas no piso de concreto para prevenir qualquer deslocamento lateral. Essa robustez é exigida pela operação de alta rotatividade e pelos volumes de mercadoria significativamente maiores movimentados nesses formatos de loja no MS.
2. Por que os porta-paletes de atacarejo precisam estar no salão de vendas e não apenas no depósito?
O conceito de "loja-depósito" (warehouse store) é a essência operacional e mercadológica do formato atacarejo. Os porta-paletes posicionados diretamente acima das gôndolas ou em setores dedicados dentro do salão de vendas cumprem dupla função estratégica: operacionalmente, reduzem o tempo e o custo logístico de reposição de mercadorias, pois a empilhadeira acessa o palete diretamente no ponto de venda sem necessidade de transporte do depósito; mercadologicamente, a visão dos paletes empilhados com grandes volumes de mercadoria reforça a percepção de abundância e de preço competitivo no consumidor. Esses porta-paletes devem ser dimensionados conforme a norma ABNT NBR 15524, com prumo máximo de H/350, protetores de coluna nas extremidades dos corredores e placas de carga visíveis indicando a capacidade máxima por posição de palete.
3. Quais normas técnicas brasileiras regulam a montagem de gôndolas e porta-paletes em atacarejos?
As principais normas técnicas brasileiras aplicáveis à montagem de gôndolas e porta-paletes em atacarejos são: a ABNT NBR 16259, que estabelece requisitos e métodos de ensaio para gôndolas de autosserviço (estabilidade estática e dinâmica, capacidade de carga, resistência à deformação permanente e especificações dos consoles de engate); a ABNT NBR 15524, que regulamenta os sistemas de estantes porta-paletes seletivos (dimensionamento estrutural, prumo vertical, proteção contra impacto, contraventamento, placas de carga e manutenção periódica); e a ABNT NBR 8800, que define os critérios de projeto para estruturas de aço (verificação de resistência ao cisalhamento, momento fletor, flambagem e fadiga). As Normas Regulamentadoras NR-11 (transporte e movimentação de materiais) e NR-17 (ergonomia) também se aplicam à operação de empilhadeiras nos corredores e à altura máxima de acesso manual às prateleiras.
Fontes e Referências
- Forbes Brasil — Lista de bilionários brasileiros 2026
- ABRAS — Associação Brasileira de Supermercados (ranking e dados de faturamento)
- AMAS — Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados
- ABNT — Associação Brasileira de Normas Técnicas (NBR 16259, NBR 15524, NBR 8800)
- CREA-MS — Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul
- Grupo Pereira — Site oficial do Grupo Pereira
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