Expansão Comercial nas Moreninhas: Layout de Lojas com Gôndolas Modulares Finas

Avenida principal em obras de asfalto e drenagem no bairro Moreninhas em Campo Grande, com tráfego organizado.

O desenvolvimento urbano e a expansão descentralizada do comércio em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, vivem um momento histórico de aceleração. A execução de obras públicas de macrodrenagem, pavimentação asfáltica e abertura de novas vias de acesso no complexo habitacional das Moreninhas (zona sul da capital), orçadas em mais de R$ 57 milhões pelo Governo do Estado, tem reconfigurado a atratividade comercial da região. Esse expressivo investimento em infraestrutura atrai dezenas de novos supermercados, farmácias, pet shops e lojas de conveniência de vizinhança. Diante do custo elevado do metro quadrado comercial e das dimensões físicas enxutas dos novos imóveis comerciais, a engenharia de layouts e o uso estratégico de gôndolas modulares finas (slim) e ganchos expositores tornaram-se cruciais para viabilizar pontos de vendas (PDVs) compactos de alta rentabilidade.

Avenida principal em obras de asfalto e drenagem no bairro Moreninhas em Campo Grande, com tráfego organizado.

1. O Boom de Infraestrutura e a Ocupação Comercial das Moreninhas

O bairro das Moreninhas constitui um dos complexos habitacionais mais populosos de Campo Grande, abrigando mais de 50 mil moradores. Historicamente dependentes do centro da capital para o acesso a grandes comércios, a população local passa por uma fase de independência econômica impulsionada pela nova ligação asfáltica com a BR-163 e a Avenida Guaicurus. Essa facilidade viária reduziu o tempo de deslocamento logístico de mercadorias, atraindo investidores e franqueadores de diferentes segmentos do comércio.

Contudo, a rápida valorização imobiliária do bairro resultou na redução das dimensões de áreas úteis de lojas recém-construídas. Diferente de grandes galpões industriais de atacarejos, os lojistas locais operam em espaços comerciais compactos (áreas de vendas variando de 80 m² a 250 m²). Sob a fiscalização do CREA-MS e das equipes de licenciamento urbano da prefeitura de Campo Grande, o projeto de layout dessas lojas deve otimizar o espaço horizontal disponível sem violar os limites mínimos legais de circulação para rotas de fuga e saídas de emergência contra incêndio.

Layout interno de mini-mercado compacto com gôndolas modulares brancas de parede organizadas e corredores limpos.

2. Engenharia de Layout Comercial para Espaços Compactos

O desenho técnico do layout de uma loja compacta obedece a princípios rígidos de ergonomia e tráfego físico de clientes. Em áreas reduzidas, o uso de gôndolas de centro tradicionais largas (dupla face com profundidades superiores a 1,00 m) deve ser evitado ou altamente controlado, pois elas bloqueiam o campo de visão geral e geram pontos cegos difíceis de vigiar. A engenharia moderna de varejo recomenda a substituição de ilhas de centro por **gôndolas de parede modulares finas (slim)**, dispostas ao longo do perímetro da loja.

Essas gôndolas slim possuem prateleiras com profundidades reduzidas (variando de 30 cm a 40 cm, ao contrário dos 50 cm ou 60 cm dos modelos clássicos). Essa redução milimétrica nas bandejas laterais permite expandir o corredor central de compras sem perda de área linear de exposição. Os corredores de tráfego devem respeitar integralmente a norma **ABNT NBR 9050** (Acessibilidade), mantendo vãos livres mínimos de **1,20 m**. Essa largura viabiliza a passagem confortável de cadeiras de rodas e carrinhos de compras em sentidos opostos, impedindo o surgimento de gargalos de fluxo físico que geram irritabilidade e reduzem o ticket médio, conforme monitorado pelas equipes de defesa do consumidor do PROCON/MS.

Painel perfurado de aço carbono com ganchos metálicos cromados sustentando cartelas de produtos variados suspensos.

3. Gôndolas Modulares Slim e o Uso de Ganchos Expositores

A otimização vertical tridimensional em espaços compactos é potencializada pelo uso de painéis perfurados (chapas perfuradas em aço) acoplados aos montantes das gôndolas de parede. Em vez de utilizar bandejas horizontais rígidas para expor pequenos itens encartelados (como cosméticos, utilidades domésticas, ferragens e snacks), a engenharia de Visual Merchandising (VM) utiliza **ganchos expositores de encaixe rápido** (simples ou duplos, com comprimentos de 15 cm, 20 cm ou 25 cm).

Do ponto de vista mecânico sob a norma **ABNT NBR 16259**, as colunas de suporte das gôndolas slim de parede devem possuir alta espessura de chapa de aço estrutural (mínimo de 1,5 mm a 2,0 mm, Bitola #14 a #16) e pés niveladores soldados de alta estabilidade mecânica, compensando declividades do piso de lojas de vizinhança. Os ganchos expositores distribuem a carga mecânica de tração diretamente nas perfurações do painel de aço de fundo, reduzindo o momento fletor exercido na base da coluna quando comparado ao peso concentrado de prateleiras carregadas. Essa configuração física aumenta a densidade visual de frentes de produtos expostos por metro quadrado de parede em até 40%.

Tabela Técnica: Comparativo de Layout Clássico versus Layout Modular Slim

A tabela a seguir apresenta os principais parâmetros de projeto adotados na engenharia de layouts comerciais compactos para novos pontos de venda em regiões de expansão de Campo Grande:

Parâmetro de Projeto Layout Comercial Clássico Layout Modular Slim (Moreninhas) Impacto Físico e Operacional no PDV Norma / Requisito Associado
Profundidade das Prateleiras 50 cm a 60 cm (Exposição profunda) 30 cm a 40 cm (Modelos Slim) Ganho de até 40 cm de largura livre nos corredores ABNT NBR 16259 / VM de Varejo
Largura Livre do Corredor 0,90 m a 1,00 m (Corredores estreitos) 1,20 m a 1,40 m (Corredores amplos) Circulação confortável PcD e prevenção de colisões ABNT NBR 9050 (Acessibilidade)
Tipo de Fundo da Gôndola Painel liso em aço carbono Painel perfurado para ganchos expositores Aumento de 40% na densidade de itens pendurados Flexibilidade física de planogramas
Altura da Coluna de Parede 1,70 m a 2,00 m 2,20 m a 2,40 m (Verticalização de parede) Aproveitamento vertical e estoque-pulmão superior ABNT NBR 8800 (Estruturas de Aço)
Ancoragem e Estabilidade Apenas pés niveladores no solo Fixação obrigatória na parede com buchas e parafusos Prevenção absoluta contra riscos de tombamento lateral Normas de Segurança de PDV / IT CBMMS

Diretrizes Práticas para Projeto de Mini-Mercados e Lojas Compactas

  • Fixação Mecânica Obrigatória na Alvenaria: Toda gôndola de parede verticalizada de 2,20 m ou mais deve ser parafusada na parede traseira.
  • Instalação de Ganchos com Protetores Plásticos: Utilizar ganchos expositores aramados que possuam ponteiras plásticas para prevenir arranhões nos clientes.
  • Uso de Gôndolas de Cabeceira Arredondadas: Nas extremidades das ilhas, adotar módulos de cabeceira circulares ou em curva para suavizar o tráfego físico.
  • Mapeamento Tridimensional de Iluminação LED: Centralizar as luminárias de teto de baixa tensão exatamente acima do eixo dos corredores livres de gôndolas.
  • Emissão de ART para Mezaninos de Depósito: Caso a loja compacta monte mezaninos de aço para armazenagem aérea, recolher ART junto ao Crea-MS.
"As obras de R$ 57 milhões de asfalto e macrodrenagem do governo estadual nas Moreninhas criam uma nova realidade comercial em Campo Grande. Com a atração de novas lojas compactas de vizinhança, a engenharia de layout deve agir para evitar o erro comum de estrangular a circulação com gôndolas pesadas e corredores estreitos. O uso de gôndolas de parede modulares slim, combinado a painéis perfurados com ganchos expositores de aço carbono, permite aproveitar de forma vertical as paredes da loja, mantendo os corredores desimpedidos com a largura mínima de 1,20 m exigida pela NBR 9050. Esse planejamento geométrico inteligente garante segurança estática, atratividade visual e total conformidade com o Corpo de Bombeiros e o PROCON/MS."
- Urbanista e Engenheiro de Layouts Comerciais do MS, Campo Grande, MS

FAQ - Perguntas Frequentes sobre Layout de Lojas e Expansão Comercial nas Moreninhas

1. Quais os benefícios das obras de infraestrutura do governo nas Moreninhas para o varejo de Campo Grande?

As obras de infraestrutura urbana nas Moreninhas, integrando pavimentação asfáltica de novas vias e macrodrenagem pluvial, melhoram significativamente a mobilidade e reduzem o tempo de deslocamento logístico de caminhões de abastecimento a partir do anel viário da BR-163. Isso reduziu os custos operacionais de transporte (OpEx) das distribuidoras de Campo Grande e estimulou a instalação de novos pontos de venda comerciais no bairro Moreninhas, consolidando a região como um polo comercial descentralizado e atrativo para novos investimentos no varejo de MS.

2. O que a NBR 9050 determina sobre o espaçamento de gôndolas e displays em lojas de pequeno porte?

A norma brasileira ABNT NBR 9050 estabelece critérios ergonômicos de acessibilidade universal que se aplicam a todos os estabelecimentos comerciais abertos ao público. Em lojas de pequeno porte, a largura mínima livre de circulação em corredores de compras de gôndolas deve ser de 1,20 m. Esse vão livre deve estar permanentemente livre de degraus, pilhas de fardos, displays de papelão temporários ou qualquer obstáculo físico que impeça a passagem de cadeirantes de forma autônoma e segura, sendo fiscalizado ativamente pelo PROCON/MS.

3. Qual a diferença entre gôndolas slim de parede e gôndolas de centro tradicionais na otimização de espaço físico?

Gôndolas de centro tradicionais expõem mercadorias dos dois lados e possuem profundidades que variam de 1,00 m a 1,20 m totais, exigindo áreas horizontais consideráveis de salão de vendas. Gôndolas slim de parede são fixadas de forma simples face diretamente nas divisórias de alvenaria laterais da loja e possuem profundidades reduzidas (de 30 cm a 40 cm por nível). Essa redução milimétrica libera até 40% da área horizontal de solo do salão para circulação interna de pessoas, mantendo a capacidade de exposição de itens por meio de ganchos expositores.

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