Intenção de Consumo das Famílias em Alta (6,8%): Estratégias de Visual Merchandising para o Varejo em MS
Especialistas em visual merchandising, arquitetura comercial de supermercados e exposição de produtos de alto giro

O comércio de bens e consumo em Mato Grosso do Sul registrou um indicador de otimismo de grande relevância no final do mês de junho de 2026. De acordo com a pesquisa mensal divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS), o índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou um expressivo crescimento de 6,8% em comparação ao mesmo período de 2025. Esse dado reflete a elevação da confiança das famílias no emprego local, a estabilização da inflação de produtos básicos e o aumento da propensão ao consumo de itens que vão além da cesta básica alimentar, englobando bens duráveis, utilidades e itens sazonais de frio e confraternizações.
No entanto, a mera intenção de consumo captada nas pesquisas econômicas não se converte em faturamento real de forma automática para os pontos de venda físicos. Para capitalizar esse otimismo das famílias campo-grandenses e do interior do estado, os supermercados, pet shops, farmácias e bazares precisam aplicar técnicas avançadas de Visual Merchandising (VM) e gerenciamento de categorias no ponto de venda (PDV). A maneira como os produtos são organizados, sinalizados e iluminados nas gôndolas de aço dita diretamente o comportamento de compra do cliente no salão de vendas. O layout de loja estratégico atua como um vendedor silencioso, orientando o tráfego de clientes de forma sutil, maximizando o tempo de permanência no interior da loja e induzindo a compras adicionais que elevam significativamente o ticket médio do estabelecimento.
O Que Aconteceu: ICF com Alta de 6,8% e a Oportunidade do Varejo Físico no MS
A alta de 6,8% na Intenção de Consumo das Famílias em Mato Grosso do Sul representa uma janela de oportunidade ímpar para o comércio varejista. O otimismo gerado pela injeção de recursos na economia regional (como os investimentos em grandes projetos logísticos como a Rota Bioceânica e a UFN-III) cria um consumidor mais aberto a experimentar novos mixes de marcas e a realizar compras por impulso no salão de vendas. Entretanto, em Campo Grande MS, onde a densidade de grandes supermercados e atacarejos é elevada, os lojistas independentes e de médio porte enfrentam concorrência acirrada para atrair a atenção do consumidor.
É nesse cenário que o Visual Merchandising deixa de ser apenas uma decoração de vitrines e passa a ser uma ferramenta de vendas indispensável. A gôndola comercial não pode ser vista como um mero móvel de suporte de estoque; ela é uma mídia de exposição de produtos que deve gerar estímulos sensoriais de compra. O cliente que entra na loja pretendendo comprar apenas 3 itens essenciais pode ser estimulado a sair com 8 produtos se encontrar exibições sazonais coerentes, sinalizadores de promoções visíveis de longe e ilhas promocionais estrategicamente posicionadas no cruzamento de corredores.
Se o layout da loja for confuso, se as gôndolas centrais estiverem com produtos fora de ordem ou mal precificados, a intenção de consumo do cliente é frustrada pela fricção do processo de compra. Lojas de layout poluído e desorganizado geram fadiga de decisão rápida, induzindo o cliente a comprar apenas o estritamente necessário e a deixar o ponto de venda o mais rápido possível, o que drena a lucratividade média da operação.
Contexto e Histórico: Os Pilares do Visual Merchandising Aplicados às Gôndolas de Aço
A aplicação estruturada do Visual Merchandising remonta ao início do século XX, com o nascimento das grandes lojas de departamento norte-americanas e europeias. No início do varejo de autosserviço, as mercadorias eram empilhadas de forma massiva com foco puramente logístico. Nos anos 1990 e 2000, com a introdução do código de barras e sistemas de ERP modernos, as redes de supermercados começaram a tabular a correlação direta entre o posicionamento do produto na altura dos olhos e o seu volume de vendas semanais. Esse avanço técnico consolidou as regras de planogramas e zoneamento visual nas estruturas metálicas de aço carbono.
Os pilares do visual merchandising moderno aplicados a gôndolas comerciais sustentam-se em três princípios fundamentais: alcance visual de nível, exposição de categorias cruzadas (cross-merchandising) e sinalização promocional de impacto. A distribuição de mercadorias deve respeitar os níveis das prateleiras: a altura dos olhos (zona quente ou nível nobre) deve expor produtos de marcas premium e de maior margem de lucro líquido para a empresa, enquanto o nível das mãos expõe itens de grande conveniência de compra e o nível do solo é reservado para produtos pesados de baixo valor unitário de frete.
O cross-merchandising (exposição de produtos complementares de categorias distintas em uma mesma gôndola) é outro pilar essencial de vendas por impulso. Posicionar pacotes de queijo ralado próximos ao molho de tomate na seção de massas, ou ganchos aramados com petiscos nas prateleiras de ração úmida de pet shop, estimula o cérebro do consumidor a associar as necessidades de consumo de forma instantânea. As gôndolas de encaixe rápido facilitam essa integração ao permitir a fixação de ganchos e cestos promocionais em qualquer posição do plano vertical sem esforço mecânico.
Impacto nas Vendas: Análise de Estratégias de Exposição no Ponto de Venda
Para otimizar o salão de vendas diante do cenário de intenção de consumo aquecido no estado de MS, avaliamos o impacto operacional e comercial de cada estratégia de exposição de produtos nas gôndolas comerciais:
| Estratégia de Exposição | Como Implementar no Layout Físico | Setor Altamente Beneficiado | Objetivo Comercial do Varejo | Aumento Médio de Conversão |
|---|---|---|---|---|
| Exposição por Nível de Altura (Zona Nobre) | Posicionar produtos de maior margem e marcas líderes a uma altura entre 1,30m e 1,60m (linha de visão direta). | Perfumaria, Bebidas Finas, Mercearia Doce e Conservas. | Maximizar o faturamento de produtos com melhor margem líquida de lucro por área útil de prateleira. | 25% a 35% nas vendas do item exposto na zona nobre. |
| Pontas de Gôndola Promocionais | Utilizar a ponta inicial e final do corredor para expor ofertas sazonais e de grande apelo promocional com cartazes curtos. | Alimentos de Alto Giro, Produtos de Higiene Pessoal e Bazar. | Captar a atenção do cliente no início de cada corredor de circulação rápida da loja física. | 40% a 50% de aumento no giro do produto em promoção. |
| Exposição Cruzada (Cross-Merchandising) | Instalar ganchos aramados porta-gancho ou pequenas bandejas adicionais com itens complementares de diferentes seções. | Açougue (temperos), Pet Shop (petiscos), Vinhos (taças e saca-rolhas). | Estimular compras por associação e impulso sem exigir que o cliente se desloque para outro corredor. | 15% a 20% de incremento de venda cruzada. |
| Checkstand no Checkout (Área de Caixa) | Colocar gôndolas baixas com divisórias organizadas por cestos pequenos para miudezas e displays de doces próximos à fila. | Balcão Caixa / Saída da Loja (Checkout de alto tráfego). | Aproveitar o tempo de espera na fila do caixa para gerar compras rápidas de último segundo e miudezas. | 10% a 15% de elevação no ticket médio geral da compra. |
A aplicação coerente dessas estratégias converte o otimismo de consumo demonstrado no MS em maior rotatividade de estoques e melhoria na produtividade das equipes de repositores de loja.
O Que Dizem os Envolvidos: A Visão Prática de Visual Merchandising no MS
Para compreender como a organização de gôndolas impacta o varejo no Mato Grosso do Sul, entrevistamos uma especialista em Visual Merchandising e um gerente de rede de supermercados.
A consultora de visual merchandising e comportamento do consumidor de Campo Grande MS, **Clarice Ramos**, aponta a correlação entre gôndolas de qualidade e a percepção de valor do produto pelo cliente:
"O visual merchandising não opera milagres sobre prateleiras tortas ou malconservadas. A qualidade das gôndolas de aço atua como a moldura de uma obra de arte. Quando o varejista expõe mercadorias em gôndolas brancas epóxi ou pretas texturizadas modernas de encaixe, limpas e perfeitamente retas, o cliente associa subconscientemente os produtos à qualidade e higiene. Por outro lado, gôndolas de aço descascadas ou que balançam ao toque reduzem a percepção de valor, fazendo o consumidor focar apenas no preço e ignorar as marcas premium. O otimismo de consumo das famílias do MS deve ser captado com uma exposição impecável, moderna e atraente."
O gerente de operações de um supermercado em Dourados MS, **Roberto Camargo**, relata a mudança prática ao aplicar o gerenciamento de categorias em pontas de gôndola:
"Com o aumento da intenção de consumo de 6,8% em junho, decidimos reestruturar nossas pontas de gôndolas centrais. Antes, utilizávamos as pontas sem critério de agrupamento definido. Com o apoio técnico de layout da Montar Gôndolas, instalamos pontas de gôndola específicas com displays de iluminação LED e organizamos ilhas temáticas combinando queijos finos e vinhos regionais para aproveitar os dias frios do MS. A venda dessas pontas específicas triplicou em comparação com a exposição tradicional nos corredores normais de prateleiras. O layout funcional com móveis de encaixe de qualidade nos dá a agilidade de mudar a exposição de forma dinâmica a cada semana."
Próximos Passos: O Visual Merchandising Interativo e Iluminação Direcionada
As tendências de visual merchandising para o varejo de 2027 integram a iluminação física direcionada à psicologia das cores nos expositores de aço. O uso de spots de LED magnéticos que se fixam sob as prateleiras de gôndolas comerciais de forma ajustável permite criar feixes de luz focados diretamente nas marcas de maior margem, destacando os produtos da sombra das bandejas de cima e aumentando a taxa de atração de olhares dos consumidores em até 60%.
Outra tecnologia em expansão são os displays de ponta de gôndola inteligentes dotados de sensores de presença que ativam telas digitais de alta definição com receitas culinárias ou ofertas específicas à medida que o carrinho de compra se aproxima. Essa fusão entre o ambiente físico e o marketing digital no ponto de venda eleva a interatividade das lojas físicas, garantindo sua competitividade contra os canais de e-commerce globais.
Conclusão: Converta Otimismo de Consumo em Faturamento Real
O crescimento consistente da Intenção de Consumo das Famílias em Mato Grosso do Sul demonstra a vitalidade do mercado local, mas a captação desse fluxo de caixa depende diretamente da qualidade da experiência física de compra proporcionada no salão de vendas. Lojas estruturadas com gôndolas de aço modulares de alta estabilidade mecânica, planogramas estratégicos de nível visual e sinalização clara geram rentabilidade e fidelização de longo prazo.
A Montar Gôndolas é líder no fornecimento de soluções de exposição e visual merchandising em Mato Grosso do Sul. Fabricamos gôndolas comerciais de parede e centrais, réguas e ganchos aramados de precisão, checkouts ergonômicos e prateleiras industriais em Campo Grande MS com entregas rápidas para todo o estado. Fale com nossos consultores de vendas via WhatsApp e otimize o visual do seu ponto de venda para vender mais.
Fontes e Referências
- Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS). Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) — Relatório Comparativo de Junho 2025/2026. Campo Grande, Fecomércio-MS.
- Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Gerenciamento de Categorias e Layouts de Alta Performance no Varejo Alimentar. São Paulo, ABRAS.
- Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul (IPF-MS). Análise de Hábitos de Consumo Sazonal e Comportamento de Compra por Impulso no Varejo Regional. Campo Grande, IPF-MS.
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